Luísa estava jogada na cama, chovia lá fora, tinha uma garrafa de vinho na mesinha de cabeceira, a voz de Chico vindo de alguma parte do quarto e aquele mesmo rapaz com seu corpo entrelaçado ao dela. Se alguém a pedisse para definir felicidade, ela definiria como aquele momento. Não conseguia entender o que havia nele que a fazia sentir-se daquela maneira, querendo a noite inteira para fazer samba e amor, sem sequer se importar com o sono na manhã seguinte. Nem com qualquer outra coisa. E Luísa fugia de uma resposta, por saber o risco que a situação em que mais gostava de estar a punha. Era insensato, era impulsivo, era importante. Era ele. A certeza de não saber o que estava fazendo a deixava desconfortável, mas o desconforto era indiscutivelmente menor que a sensação de estar em casa que aquele outro lhe trazia. Então temia. Temia pelo fim da madrugada, não por preguiça, talvez por ser um pouco covarde... Temia pela ida dele. E dela. Pelo chamado da realidade, pelo mundo que existia fora do cobertor de lã que agora os cobria tão aconchegantemente. Ainda assim, aquela impressão de que era certo, mesmo que por um momento, a deixava satisfeita e livre de qualquer receio. Luísa não queria sair dali. Sentindo a respiração branda do outro em sua nuca, milhões de pensamentos irracionais lhe inundavam a mente. Queria se desprender. Estava farta de obrigações que ocupavam seu tempo, mas não sua alma. Queria abrir mão de tudo. Deixar de lado tudo que vinha lhe causando dissabores. Queria ser dele. Queria compreender em que situação se enquadrava, primordialmente. O que será que seria? O que viveria nas suas ideias? Buscava um sentido, por mínimo que fosse, que a desse a coragem necessária para fazer aquela noite virar dia sem medo do amanhecer. Já a dizia Chico que nem todos os avisos iriam evitar, já era prova disso, além de tudo. Não tinha governo, não tinha vergonha, não tinha juízo. Tinha vontade, apreço, carinho, memórias bonitas. E, por hora, isso parecia bastar.
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sábado, 26 de maio de 2012
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Vou pra rua e bebo a tempestade
Com tantas combinações de dias e horas que existem no ano, por que eu tinha que nascer logo virginiana com ascendente em virgem? O destino quis brincar de ser sacana e foi. Essa minha mania de exatidão me dói tanto, não obstante a vida cheia de desgraças, ainda tenho o ônus de acreditar/esperar que os outros sejam como eu. Seria fácil até, se todos fossem assim. Mas como posso me achar tão exata se nem consigo entender o que é que me faz se sentir desse jeito agora? Eu espero dos outros o que eu faria. Não é assim, Vanessa, desse jeito vai doer sempre. E dói. E eu não canso de apanhar. É tão difícil ser sozinha, desse tipo de solidão. Não tem nada de silencioso na minha dor, esse pranto grita. Nem o som ligado no volume máximo e a voz de um ou todos os cantores de blues do mundo conseguem abafar. Nem a edição de 30cm em couro daquele livro que eu já li algumas vezes consegue esconder a lágrima que escorre vagarosamente até cair na minha boca. É um jeito estranho de não saber o que fazer. De mexer o cabelo e esperar a outra pessoa dizer o que você precisa ouvir e ela ir embora. É a indecisão mais voraz do mundo, quanto a não saber se é melhor ficar sozinha ou sair de casa e assistir sozinha ao novo desfile da Victoria’s Secret. Então eu digo que vou, ligo o chuveiro e desisto de ir. Tomo meu banho e me jogo na cama. E desejo que tivesse alguém ali que pudesse me abraçar enquanto meu choro se confunde com a água do meu cabelo. Uma vontade de estar na casa dos meus pais, por mais que não fizesse diferença, nem sei por que. Queria estar em qualquer lugar que não este. Queria ser qualquer pessoa que não eu. Nessas horas, até amigos eu queria ter. Sei lá, alguém que eu pudesse ligar mesmo que pra não dizer nada. Que pudesse ouvir meu silêncio com atenção, sem descaso. Então eu ligo pra você, que sempre acaba, de alguma forma, sendo o único indício de fortaleza – mesmo debilitada – que eu posso ter. Mas e então... eu ligo e pareço não falar coisa com coisa e não falo. E você não entende e desliga. Então eu ligo de novo e te faço acreditar que eu estou com raiva quando a única coisa que eu tenho é tristeza, vazio, solidão. Não era isso o que eu queria dizer, aquilo, quis dizer. É sempre mais difícil te explicar. Principalmente, porque diga o que disser, sempre vai parecer que eu estou te culpando de alguma forma e eu não estou. Eu só queria colo. Alguém que ficasse em silêncio comigo, enquanto eu grito por dentro. E que meus gritos interiores se comunicassem com os teus e eles se sentissem próximos como por vezes eu me sinto de ti. Mas não sou. Você não me conhece e isso me assusta. Por mais assustador que pareça pra você, quem mais teme sou eu. Desliga mais uma vez o celular e eu me entrego à minha tristeza. E volto ao banho e me visto e me preparo pra sair e pra mudar de vida. De que adiantaria sair agora? Queria fugir dessa solidão, ver alguém, a única pessoa que eu agüentaria passar mais de dez minutos hoje é justamente a que menos faz questão de estar comigo. E é chato esse peso de ser um fardo na vida de alguém. Eu sei, todo mundo tem direito de estar mal, não quero te forçar a querer estar comigo. Nem eu queria estar comigo. Queria que passasse. Queria que alguém chegasse e me dissesse que vai passar, por mais que não passe, ou por que não passa, por que não é fácil, porque não passa, porque não é fácil. Volte pra dentro de mim, Vanessa, não queira sair pelos olhos, já te perdi demais. Passa, tempo. Faz-me esquecer, deixar de lado, como já deixei outras vezes. Tenta me adormecer. Mesmo Chico Buarque já tendo me dito e provado inúmeras vezes que não faz a dor passar. Faz o tempo. Um dia vai bastar.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Meu little
“Pois amizade que é amizade
Íntima, rima com intimidade
Briga, mas querendo o bem
Combina com não ter fim
Aprende, ensina, o valor que o lance tem
Descongela aí, me aquece aqui!”
Eu estava ouvindo agora Zélia Duncan cantar “duas namoradas” e dizer que “uma fala sem parar e a outra nunca desliga”, não consegui lembrar-me de outra pessoa senão você. Dei continuidade ao meu momento de ócio e continuei a fazer a coisa que melhor faço: ficar sem fazer nada. Mas sabe que quando o som continuou, Zélia me lembrou também que “nem tudo que é sucesso se esquece” e BINGO (observe a ambigüidade dessa palavra), precisei escrever pra você. Fiquei lembrando aqui o tempão que faz que a gente não se vê, cara, o que é injustificável posto em pauta que moramos no mesmo continente. E constatei facilmente como e quanto eu te gosto. E também como mesmo eu não te dando paz e te obrigando a passar horas falando comigo ao telefone, você ainda assim faz falta. O ponto de equilíbrio entre eu e a Suzy, o separador oficial das nossas brigas, fora que nós, fiéis, precisamos de um pastor. Principalmente agora, que sabemos que nosso pastor ao voltar da cidade grande para o nosso pacato interior, virá transbordando conhecimentos adquiridos com o máximo de empirismo possível. Comova-se da nossa causa e venha nos ver, cara. Sabe que espaço tem de sobra, não só na casa e no coração, como diria Caio Fernando, e eu deixo a especificidade do “onde mais” para você, sábio pastor, poder idealizar suposições. HAHAHA Falta você, cara! Fico contente em saber que você ainda vai poder escutar “cajú” se eu gritar daqui, porque o laço que nos une ainda não foi separado e eu não vou deixar que seja. Mas vê se não esquece que a terceira idade juvenil está descompleta. Gal, Bethânia, Chico, Caetano e até Elba (eu me rendo!) não perdoariam tamanho crime intelectual: o seu lugar é pertinho da gente, com nossa rede, nosso terraço, nosso Alzheimer e nossas gargalhadas idiotas. Continuo morrendo de saudades a cada frase lida do Saramago e também continuo sendo dançarina, não largue o posto de funcionário. Um dia nosso horário vai combinar.
“No ano dois mil e um, se eu juntar algum, peço uma licença.
E a dançarina, enfim, já me jurou que faz um show pra mim.”
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Ah, quando o carnaval chegar.
Todos os meus fins de ano são iguais. Aquela vontade de que isso acabe logo e que essa má fase passe depois de eu pular as sete ondas. Nunca serviu, na realidade. Nem as ondas, nem as sementes de uvas guardadas, nem outro meio milhão de simpatias, eu sempre termino o que um dia foi o “ano novo” com aquela sensação de dever não cumprido. De uma época ruim, de uma espécie de persistência dessa má fase duradoura, mas que não deixa de ser apenas uma fase. Tentar se enganar é algo verdadeiramente constrangedor. Só não mais do que esses meus risos tortos e falsos, que minha vida torta e falsa. Tão superficial. Sempre forçando uma ilusão de que vai dar certo, de que vai mudar. Nem sequer conseguindo acreditar na mudança, sem saber o que deveria mudar. Acreditei que dessa vez ia ser diferente, estava dando certo. Este deveria ter sido o meu ano. Quem sabe o champanhe foi pouco, ou o branco do vestido não tinha o tom ideal. O pior de tudo é que eu ainda não acredito que eu consegui estragar tudo, que dei o meu jeitinho de as coisas se bagunçarem de novo. Desisto. Estou entregue ao destino. Analisando bem acho que as coisas ocorreram da melhor forma que poderiam ocorrer, o destino esteve ao meu lado. Eu pude ser tudo que um dia eu quis ser e ao mesmo tempo pude confirmar a pequenez das minhas ambições, tanto lutei pra chegar onde cheguei e agora vejo que isso não é nada, que o que eu sou não é nada. Lembrei agora da música do Los Hermanos que fala o seguinte: “O que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição.” E BINGO! É exatamente isso. Só não sei bem se aceito a condição. Algumas coisas são trágicas demais para serem assim, simplesmente aceitas. Eu não sou masoquista, não dá para aceita a condição e ponto. Eu fiz essa escolha faz tempo, na realidade, mas não quero aceitar apenas. É demais para mim, não quero carregar ainda mais este outro peso, o da culpa pelo que eu sou. E acredite, meu caro, o que eu sou é a coisa que eu mais amo e odeio simultaneamente nesse nundo. Meu ego me traiu.
domingo, 26 de dezembro de 2010
e dou risada do grande amor
Tinha cá pra mim que agora, sim, eu vivia enfim o grande amor. Mentira. Me atirei assim, de trampolim, fui até o fim um amador. Passava um verão à água e pão, dava o meu quinhão pro grande amor. Mentira. Eu botava a mão no fogo então, com meu coração de fiador.
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito, exijo respeito, não sou mais um sonhador. Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor e dou risada do grande amor. Mentira.
Fui muito fiel, comprei anel, botei no papel o grande amor. Mentira. Reservei hotel, sarapatel e lua de mel em Salvador. Fui rezar na Sé pra São José que eu levava fé no grande amor. Mentira. Fiz promessa até pra Oxumaré de subir a pé o Redentor...
Mentira.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Palavra de mulher
Vou voltar . Haja o que houver, eu vou voltar. Já te deixei jurando nunca mais olhar para trás. Palavra de mulher, eu vou voltar. Posso até sair de bar em bar, falar besteira e me enganar. Com qualquer um deitar, a noite inteira eu vou te amar. Vou chegar a qualquer hora ao meu lugar. E se uma outra pretendia um dia te roubar, dispensa essa vadia! Eu vou voltar. Vou subir a nossa escada, a escada, a escada, a escada, Meu amor, eu vou partir de novo e sempre, feito viciada. Eu vou voltar. Pode ser que a nossa história seja mais uma quimera e pode o nosso teto, a Lapa, o Rio desabar. Pode ser que passe o nosso tempo, como qualquer primavera. Espera. Me espera. Eu vou voltar.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Copo Vazio
É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar...
Vai. Passa e leva contigo aquele esboço do que poderia vir a se tornar uma esperança, aquela ilusão de que tudo poderia, quem sabe um dia, mudar. Leva embora aquela falsa felicidade que não me traria nada além de posteriores mágoas quando a ficha caísse, quando a máscara caísse, quando eu enfim caísse nesse poço cheio de amargura e de dor. E eu reclamo dessa minha tristeza, que talvez seja tudo que tenha. E reclamo dessa minha previsibilidade, que talvez relate tudo que eu sou. Não encontro a razão de ainda estar aqui e me questiono se há realmente um motivo para tudo isso, ou se esse motivo é preciso. Não quero mais me martirizar com essas dúvidas, por mais que digam que a dúvida é o privilégio dos sábios. Poupo-me desse tipo de sabedoria, essa sabedoria que usurpa minha essência e que me destrói a alma. Sempre foi isso. Destruir. Meu poder, meu dom, minha capacidade mais bem trabalhada, às vezes penso. Tudo que toco se destrói. Tudo que penso passar a amar também se destrói. Penso se o problema é em mim, deve ser. Pode ser que eu demore demais para buscar o que realmente importa, o que contradiz que nada realmente importa. Estou na vida a passeio. Não, passeio não. Estou na vida a castigo. Cumprindo uma pena qualquer por um crime que eu nem devo ter cometido, eis a única explicação para essa sensação de injustiça que eu guardo aqui dentro. E grita, grita tão alto que me doem os ouvidos só de ter que escutar. Cada célula do meu corpo grita desesperadamente por salvação. Por um fim. Por alguma outra coisa qualquer que ultrapasse meu conhecimento descobrir o que é. Quero ir embora. Para onde, não sei. Quero sofrer, me decepcionar, quero ter motivo para tudo isso. A única coisa que eu não quero mais é levar essa vida de Homem de Lata, eu quero ter um coração. Por que eu sou assim, Meu Deus? Queria que as pessoas ainda conseguissem me assustar, porém a única pessoa que me assusta sou eu mesma. E nem sei se eu sou normal. Minto, eu sei, é uma das poucas certezas que tenho, a de que não sou normal. Queria conseguir chorar agora. Mas tudo é tão esperado, tão premeditado, por mais que não devesse parecer. Eu tenho uma imunidade tão forte a tudo que é externo. Nada consegue adentrar, impressionante. Só há o dentro pra fora, nunca o fora pra dentro. E o que sai de mim nem sai tanto assim, vai ficando um pouquinho mais em casa tecido, vai filtrando toda essa sujeira e eu uso do eufemismo em cada uma de minhas palavras, o que há aqui dentro é vergonhoso demais para ser dissertado. Tenho vergonha de mim, sim. Tenho vergonha de não conseguir me comover com fatos que levariam outrem à loucura, vergonha de ter desistido de encontrar uma pessoa como eu, que eu pudesse me identificar e conversar abertamente, sem medo de ser repreendida por olhares maldosos ou amedrontados. Estranho, isso de por medo e pena nas pessoas. Eu sei que me resumo a isso. Se eu alguém me conhecesse de verdade só poderia ter um desses dois sentimentos de mim, não causo outra coisa. Não transmito paz, amor, ódio, que seja. Só medo e pena. Ou você me acha tão medíocre ao ponto de nem sequer querer me ajudar, ou tão fria ao ponto de não achar que sou digna de confiança. E não sou mesmo. Sou falsa. Falsa, superficial, fria, frívola... Depois disso tudo, sou apenas uma menina com medo e sozinha, que não tem um alguém a quem possa abraçar e pedir que ascenda a luz para libertar-se da escuridão. Minha ferida é mais profunda. Ah, leva também essas cicatrizes. Não as esqueça, por favor. Leva não só as cicatrizes, mas também esses cortes feitos há pouco, muitos ainda sangrando e cada um desses pequenos arranhões. Foram estes, os pequenos, que ao se acumularem transformaram-me no que sou agora. E por trás desse rosto por vezes sorridente há algo tão obscuro. Por trás da face de menininha sofrida há um outro lado tão indiscutivelmente oposto. Tantas marcas. Tanto passado no presente. Tá tudo errado, fora do lugar. Não queria desistir tão cedo, tarde demais. Eu desisti faz tempo e só agora percebi, já que estava ocupada demais maquiando essas cicatrizes para que ninguém de fora fosse capaz de entrar em meu mundo, ou notar que eu tenho um mundo, para que ninguém fosse capaz de ver que eu tenho problemas. Muitos. Intensos. Mas tristeza enrustida e sem motivo é só mais um desses males da classe média, não canso de dizer. Eu tenho tudo, e essa idéia me cansa. Não há pelo que lutar. Não aceito ter que preencher minha mente com coisas tão banais. Eu sou tão banal. Há um vazio que ultrapassa os limites do meu corpo e se expandem a dois metros quadrados de onde eu esteja. O fato é outro, não há medida nesse mundo que discorra fielmente sobre esse vazio, vai além de dois metros quadrados, vai além dessa cidade, desse país, desse universo. Esse vazio é quem me cega e me segue, fazendo de mim cada vez mais incerta e contraditória. Então leva também, leva contigo também esse vazio, essa ausência, esse silêncio. Põe um carnaval dentro de mim, arranca essa dor e quando voltar me traga paz.
É sempre bom lembrar, que o ar vazio de um rosto sombrio está cheio de dor.
sábado, 25 de setembro de 2010
Eu sou bailarina... ele é funcionário.
* Chico Buarque que nos perdoe... mas nossa preferência é o ballet clássico.
Olha, primeiramente eu quero te agradecer pelo "parabéns" mais lindo que eu já recebi na vida. Acho tão bonitinho receber coisas meigas dos amigos, sinto-me até mais parecida com gente. Muito obrigada, cara! Muito obrigada mesmo. E feliz aniversário de amizade pra gente, né? hihi
Aos demais, segue abaixo o texto que EU ganhei, ok? :*
Olha, primeiramente eu quero te agradecer pelo "parabéns" mais lindo que eu já recebi na vida. Acho tão bonitinho receber coisas meigas dos amigos, sinto-me até mais parecida com gente. Muito obrigada, cara! Muito obrigada mesmo. E feliz aniversário de amizade pra gente, né? hihi
Aos demais, segue abaixo o texto que EU ganhei, ok? :*
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Não sei parabenizar, mas sei contabilizar. E ao contrário do que você espalha, Querida Bailarina, sim, os números são muito importantes. A numeração 18, por exemplo: observe a importância que tem.
Este texto é uma humilde oferta. Não chega a ser bem um presente, visto que é um relatório. Uma contabilidade... Um apanhado! Sim, um apanhado das coisas que me fazem lembrar você.
Luas faceiras;
A falta de tradução da palavra estante;
Cabelos longos - que um dia já foram curtos;
Brincar de helicóptero;
Brincar de Mário Bros;
As varandas de uma rede;
Caio Fernando Abreu;
Pizza de 4 fatias;
M. Aydar;
100 Anos de Solidão;
Redes armadas no terraço;
O terraço;
Jornalismo;
Edredom;
Caim - Solimão - Sérgio - Márcia - Andréa;
Brisas Quentes, Ventos Frios;
Invenção de histórias;
"Não, porque nem sempre...";
Aquele projeto de uma história em parceria;
Objetos multifuncionais;
Cantoria;
"Naldinho & Little John";
Um ótimo abraço;
"Se estiver me ouvindo, fala CAJU!";
Temporadas de Caju;
Odaxelagnia;
Piadas;
Rodrigo Amarante;
Keane;
Cîroc;
Hidratação fulltime;
So white as snow;
Ciência Política;
"Acertou quantas questões no concurso?";
Polícia Federal;
Chicabana, rs;
By My Side;
Vitor & Alana & Marcelo;
Escolher um dedo quando horas e minutos são iguais;
She & Him;
Quando alguém se exalta vendo futebol;
Vanessão Maxo;
Santa Chuva;
Kafka;
Xadrez;
Jar of Hearts;
Sousa;
John Lennon;
A história da Velhinha;
Acessoria de Dam&Van;
Little Joy;
Carlinha A.A. / Mona B.A.;
Signos & Quadraturas;
Vênus sabe Deus onde...;
Tarot;
Quando alguém entra em luto por uma bota;
Maria Rita;
Vídeos de celular;
Morangos Mofados;
1408;
"Burn me Alive!";
Your Ex-Love Is Dead;
Regra de 3;
Sono eterno;
Planos de cirurgia plástica;
A Sombra do Vento;
Chico Buarque;
"Acorda, Acorda, Acorda, Acorda...";
Amaranta, Aimê, Lavignia;
"Passa, nuvem negra!";
Laranja Mecânica;
Bolsas;
Desdrobos;
Alguém que já foi do rock;
Prison Break;
Bob Marley;
Uma legião de fãs;
The Carpenters;
Aeróbica no terraço;
"Time-goes-by / so-slowly...";
Diplomatas;
Jogos de montanha-russa;
Óculos bifocal rosa;
Soluções Drásticas;
Rainhas inacabáveis;
Os Bingos;
Triângulo das Águas;
Jussara, Ulla, Gabi, 3Marias (Rita/Ruth/ ?);
Destruição progressiva de aparelho de telefonia móvel;
Pessoas que choram;
Empréstimos que não voltam jamais;
Hoje É Dia de Criticar;
"Pra bom entendedor, meia palavra bas.";
Piracicaba;
Malta (a da Europa.)"
"Cabelo Novo, Vida Nova."
Yoko Ono;
Cantadas Jurídicas;
Alzheimer;
Transtorno Bordeline;
Multiple lovers;
Lasanha;
Escritores de gaveta;
É uma pena que exista mais a ser citado e que, no entanto, não pôde ser. É que minha vagareza atrapalha tudo. Se eu fosse citar, é capaz de o apanhado só chegar na comemoração do ano que vem. Enfim, de todo o coração: feliz aniversário.
Disponível em: http://aqualquernorteousul.blogspot.com
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domingo, 21 de março de 2010
Quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar.
Então vem a certeza: cansei da superficialidade das pessoas. A capacidade humana de mentir e de tentar enganar o próximo. A falsidade. A hipocrisia. E essas almas tão rasas, que se tentassem parecer um corte, não conseguiriam chegar ao título de arranhão. Não quero parecer enganada, injustiçada, nem nada do gênero. Mas apenas expor, em algum lugar mais público que meus próprios pensamentos, o quanto minha mente se enche de indignação com as lastimáveis causas que a vida tem me imposto.
Não quero mais ter que atuar. Que entrar nesse joguinho tolo e “desfundamentado” que tudo tem me incentivado a ir. E não ligue para a minha bipolaridade, mas também não quero mais falar sobre isso.
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