O que mais seria se não a felicidade? Palavra que eu poderia definir de milhões de formas distintas, possuindo cada uma peculiaridades próprias e sentidos completos, e ainda assim não conseguiria atribuir a este nome tão simples o significado merecido. Interessante também o fato de eu nunca precisar ter provado desta para poder classificá-la, por mais que sem sucesso completo. A questão que vos falo é detentora dos meus pensamentos consecutivas noites antes de dormir, de uma vida – dependendo do que seja vida para você – inteira de reflexões banais e sempre canalizadas a um sentido estrito: o meu. De todas as minhas explanações, a que para mim mais teria significado, seria a mais curta delas: algo que eu não possuo e que creio nunca ter possuído. Se possui, peço a todas as entidades espirituais, ao destino, ao acaso, ao tempo e a mim mesma mil perdões. Se não a possuo mais, talvez seja por não ter sido merecedora. Eu, logo eu, que sempre quis deixar as coisas sempre tão em ordem, sempre tão claras e em paz, vejo-me (ainda, constantemente) despedaçada, enegrecida e presenciando tudo que eu pensei anteriormente que não seria capaz de aguentar. E o que seria a felicidade além de punhado de fantasias e alienação? Suponho que seja a desculpa dos fracos, possivelmente a desculpa que usarei se algum estranho me parar na rua e perguntasse o que penso a respeito. Nunca param. E me dói pensar a respeito do quão pouco palpável eu sinto isso tudo. Mas me alegra saber que ainda sinto; sinal que, entre um calo e outro, ainda resta algo intacto, algo que pulsa e que me impulsiona a continuar seguindo em frente. Nem sempre esse empurrão me é válido, porém por mais que as coisas estejam perdidas e eu não tenha pressa nem esperança em encontrá-las, sei que um dia isso vai acabar. Seja o final feliz ou não, será um final. Um ponto. Uma pausa continua para alguém que já cansou de tantas vírgulas. Para alguém que acha que o texto é mais prolixo do que deveria ser e que essas entrelinhas tão repletas de letras perdidas (tal qual os sonhos) já deveriam ter chegado ao fim. Eis que, depois de tudo, felicidade pode não ser uma questão de lutar, de fazer por merecer, de se contentar ou acomodar, mas sim algo intrínseco a alguém que nasceu com esse objetivo. O que, feliz ou infelizmente, não é meu caso. Continuo aceitando a condição.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
E eu, que já perdi a hora e o lugar, aceito.
Fico extasiada ao notar o poder que algumas músicas têm de acalmar e dar uma sensação de nostalgia às pessoas. Foi o que aconteceu comigo ao ouvir o novo CD do Marcelo Camelo – que, diga-se de passagem, está perfeito. Queria deixar aqui não só a indicação, mas dizer que espero que quem ouça se sinta tão bem quanto eu me senti ao ouvir. Especialmente “vermelho”, que acredito ser a faixa mais linda do álbum. E que eu consiga me desfazer de pelo menos metade dessa saudade que eu não sei nem do que é. Boa semana.
Vermelho – Marcelo Camelo
Às vezes eu só quero descansar
Desacreditar no espelho
Ver o sol se pôr vermelho
Acho graça
Que isso sempre foi assim
Mas você me chama pro mundo
E me faz sair do fundo de onde eu tô de novo
Nada sei dessa tarde
Se você não vem
Sigo o sol na cidade
Pra te procurar
Eu bem sei onde tudo vai parar
Já não tenho medo do mundo
Sou filho da eternidade
Trago nesses pés o vento
Pra te carregar daqui
Mas você sorri desse jeito
E eu que já perdi a hora e o lugar
Aceito.
Nada sei nessa tarde
Se você não vem
Sigo o sol na cidade
A te procurar
Nada de meu nesse lugar
A cidade vai pensar
Que nada aconteceu em vão
Você vai me ligar então mais uma vez.
Vermelho – Marcelo Camelo
Às vezes eu só quero descansar
Desacreditar no espelho
Ver o sol se pôr vermelho
Acho graça
Que isso sempre foi assim
Mas você me chama pro mundo
E me faz sair do fundo de onde eu tô de novo
Nada sei dessa tarde
Se você não vem
Sigo o sol na cidade
Pra te procurar
Eu bem sei onde tudo vai parar
Já não tenho medo do mundo
Sou filho da eternidade
Trago nesses pés o vento
Pra te carregar daqui
Mas você sorri desse jeito
E eu que já perdi a hora e o lugar
Aceito.
Nada sei nessa tarde
Se você não vem
Sigo o sol na cidade
A te procurar
Nada de meu nesse lugar
A cidade vai pensar
Que nada aconteceu em vão
Você vai me ligar então mais uma vez.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
intensifique: ame.
- Eu amo você.
- E eu só acreditaria nisso se você dissesse ao mundo.
- Foi o que eu acabei de fazer.
É que, as vezes, o seu mundo era grande demais para mim.
- E eu só acreditaria nisso se você dissesse ao mundo.
- Foi o que eu acabei de fazer.
É que, as vezes, o seu mundo era grande demais para mim.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Two lost souls swimming in a fish bow
So, so you think you can tell.
Heaven from Hell, blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange?
A walk on part in the war for a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls swimming in a fish bowl,ayear after year.
Running over the same old ground. What have we found?
The same old fears. Wish you were here.
(Wish you were here - há muito tempo presente, quase que cotidianamente, neste blog)
Heaven from Hell, blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange?
A walk on part in the war for a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls swimming in a fish bowl,ayear after year.
Running over the same old ground. What have we found?
The same old fears. Wish you were here.
(Wish you were here - há muito tempo presente, quase que cotidianamente, neste blog)
terça-feira, 3 de maio de 2011
Speak to me
Durante este mês, como forma de lembrar de alguém, postarei aqui no blog uma série de letras da banda Pink Floyd, começando hoje por uma que eu gosto e me identifico especialmente.
I've been mad for fucking years,
absolutely years,
been over the edge for yonks,
been working me buns off for bands...
I've always been mad,
I know I've been mad,
like the most of us...
very hard to explain why you're mad,
even if you're not mad...
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