Durante essa semana, passei várias horas pensando em algo que pudesse te surpreender. Como já era de se esperar, minha capacidade criativa sempre em baixa, não permitiu que eu pudesse elaborar nada digno de você. Então eu decidi te escrever. Como se já não o fizesse todos os dias, de muito bom grado. Eis que para inovar, mesmo que tão minimamente, pensei em colocar aqui, nas minhas brisas e nos meus ventos. Decidi deixar, junto com grande parte do que eu sou e do que eu passei ou do que eu quis ter passado, um pedacinho do meu afeto por você. Não, eu não conseguiria transcrever tudo, seria superestimar o poder das palavras. E mais um carinho que só aumenta, tão nitidamente e tão rapidamente... É, não seria possível colocar tudo. Talvez essa seja só mais uma das inúmeras justificativas que eu posso utilizar para explicar a minha ânsia de falar com você o tempo inteiro. Deveria te parabenizar pelo seu aniversário, mas tenho tantos outros motivos mais fortes para isso que acho que até ofusca um pouco isso de estar só completando mais um ano. Mais um ano que tenho o prazer de ter você por perto, mesmo que longe. Tenho ainda mais a te agradecer, por todos os risos, todas as conversas, todos os planos, ciúmes e até desentendimentos. Você consegue transformar tudo, cada detalhe do meu dia, em algo bonito e memorável. Consegue me fazer sonhar acordada a cada minuto meu, sentir-me pequena diante da imensidão disso tudo, ter a certeza que não estou – e nunca estive – sozinha, e esperar o dia em que vamos nos ver do mesmo modo que uma criança esperaria o melhor presente que poderia ganhar. É bem isso mesmo. Um presente. O meu presente. O mais engraçado é que hoje, se alguém deveria ser presenteado, esse alguém é você, mas enfim. Não há como fugir dessa certeza do que você é pra mim. Não há como negar o sorriso que abro a cada palavra sua. Parabéns por ser a pessoa mais bonita que eu já conheci, por ser tão compreensivo, tão carinhoso, tão inteligente, tão tão lindo, tão fofo e tão perfeito mesmo com todas as imperfeições que julga ter, cada uma delas faz com que eu me sinta extasiada e completamente encantada. Obrigada por ser tudo isso, por sua confiança e, principalmente, por estar comigo. Sempre. Feliz aniversário!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Pela janela do quarto
Eu ando pelo mundo, e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço...
Meu amor, cadê você? Eu acordei, não tem ninguém ao lado.
Fantasiando
Pintor: Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.
Amelie: Hum, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.
Pintor: E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?
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O fabuloso destino de Amélie Poulain
domingo, 3 de julho de 2011
Quanto à mesma balada do amor inabalável
“Ela tinha vontade de gritar para todo mundo justo aquilo que ela não se arriscava nem em pensar mais alto.”
O problema é que o mundo inteiro pra ela não passava de uma pessoa, daquela pessoa. Que sempre, havia tanto, ela tentava demonstrar o seu carinho e nunca havia conseguido. Por incompetência fosse dela ou de outrem, tudo em vão. A feracidade e velocidade com que o tempo passa ainda a assusta. Só não mais do que essa certeza de que ainda está aqui tudo que ela queria que não estivesse, e que não está aqui a única coisa que ela queria que estivesse. E machuca, ela olha pra baixo, levanta a cabeça e vê que não dá pra ir em frente. Nem pra voltar atrás. Nem sequer pra andar em círculos. Ela está apenas impotente e desnorteada. Não vai sair do lugar agora, tampouco depois. Precisa daquele apoio, justo aquele que já está muito à sua frente, que correu lado a lado com o tempo, que não se deixou ficar pra trás. Luísa tem motivos pra disfarçar o riso e desviar o olhar. Só não entende porque aquela pessoa que não gosta mais dela, pelo menos não como gostava antes, não consegue deixá-la ir embora. Prefere ficar alimentando nela uma ilusão que já lhe é permanente, que já se ampliaria sem precisar de outro impulso além do dela. Ouvir aquela voz ainda faz com que seu coração pareça que vai sair pela boca e por aquela boca saem palavras tão desconexas que fazem a pessoa do outro lado da linha sorrir e brincar. E aquele sorriso, aquele jeito doce à sua maneira, fazem com que Luísa transborde de alegria por um minuto. No outro, no que se sucede, que não há mais ninguém do outro lado, ela senta na sua cama, ainda encarando o celular e tem vontade de morrer. Seja de saudade, tristeza, ou amor.
Quanto às incertezas mais persistentes
"(...) Pois meus olhos vidram ao te ver, são dois fãs, um par. Pus nos olhos vidros para poder melhor te enxergar. Luz dos olhos, para anoitecer é só você se afastar. Pinta os lábios para escrever a sua boca em minha? Que a nossa música eu fiz agora, lá fora a lua irradia a glória. E eu te chamo, eu te peço: Vem! Diga que você me quer, porque eu te quero também!
Passo as tardes pensando, faço as pazes tentando te telefonar. Cartazes te procurando, aeronaves seguem pousando sem você desembarcar, pra eu te dar a mão nessa hora, levar as malas pro fusca lá fora.
E eu vou guiando. Eu te espero, vem? Siga onde vão meus pés, porque eu te sigo também. E eu te amo! E eu berro: Vem! Grita que você me quer, que eu grito também!
E eu gosto dela e ela gosta de mim, eu penso nela... Será que isso não vai ter fim?"
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