segunda-feira, 18 de julho de 2011

He, she and all my wishes

Ontem à noite eu fui dormir pensando em como é interessante algumas pessoas encontrarem o amor da suas vidas assim tão perto, e depois de tanto tempo. Não teve como deixar de lembrar de vocês dois. Vizinhos. Desde crianças. E daqui a pouco mais de duas semanas estarão formalizando esse pedido de “fique comigo até o fim da minha vida”. Chego a pensar que estou envelhecendo mais rápido do que parece quando lembro quando tudo começou, e lembro numa riqueza de detalhes enorme, em como foi tudo tão bonito, inesperado e sem pretensões. Então essa é a hora em que eu e qualquer outra pessoa que conheça vocês dois joga aquele bom e velho “quem diria, hein?”. Mas falo isso com a felicidade estampada no rosto. Nesse clima de romance, festa e vestidos, não há como deixar de torcer um minuto sequer para dar tudo certo na vida de vocês, da mesma forma que vem dando nesses últimos anos. Informar-lhes também o quão orgulhosa estou de tudo isso, de vocês dois, do amor de vocês. E agradecer por ter sido escolhida para ser sua madrinha, a mais ansiosa madrinha de todos os tempos, que quer acima de tudo a felicidade de duas pessoas tão queridas e especiais como vocês são para mim.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quando o segundo sol chegar

Para realinhar as órbitas dos planetas...


Eu sei que não tenho motivos, que nada que eu disser pode justificar minha maneira infantil de agir e as coisas que falo vez ou outra, mas eu só quero que você tente entender. Entender que eu confio em você, que eu sei que você não mentiria para mim. E justamente por isso eu me vejo feito criança boba, insegura e assustada, tremendo de medo só da possibilidade de lhe perder, ou de sequer lhe ter, sem saber qual das duas alternativas seria pior. Então quando eu imagino que posso fazer a você o mesmo mal que eu faço a todo mundo que se aproxima de mim, entro em pânico. Morro e renasço a cada frase, sempre buscando uma brecha pra alguma coisa qualquer nas entrelinhas, e não há nada.  Nada além da vontade de que você estivesse aqui, ao alcance dos meus braços, e eu pudesse lhe abraçar do modo que eu falei que faria. E farei. E nem sei é saudável toda essa necessidade que eu tenho de você... Mas como escapar? Como fugir de algo que indiscutivelmente me faz tão bem? Deveria fugir? Eu não conseguiria. Eu não quero. E esses anseios me agradam tão mais que os de outrora. Essa convicção, tudo tão certo. A parte de mim que teme é tão mais frágil do que esta que acredita. Por mais que eu tente ponderar, deixar tudo bem equilibrado, foge do meu controle. Foge tão depressa que não há tempo sequer de eu tentar reverter. E eu também não quero. Não quero fugir. Quero esperar. E espero. Com um sorriso no rosto e um relógio na mão, contando cada segundo antes de você chegar.

domingo, 10 de julho de 2011

Losing myself. In time, out of time... Whatever.

You've been on my mind, I grow fonder every day.
Lose myself in time, just thinking of your face.
God only knows why it's taken me so long to let my doubts go,
You're the only one that I want.
I don't know why I'm scared, I've been here before,
Every feeling, every word, I've imagined it all.
You'll never know if you never try, to forgive your past and simply be mine,
I dare you to let me be your, your one and only.
Promise I'm worth it, to hold in your arms,
So come on and give me a chance,
to prove I am the one who can walk that mile, until the end starts.
If I've been on your mind, you hang on every word I say,
Lose yourself in time, at the mention of my name.
Will I ever know how it feels to hold you close,
and have you tell me whichever road I choose, you'll go?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Indecisão

"Vi minha vida se desenrolar diante de mim como uma figueira de um conto que havia lido. Da ponta de cada ramo, um gordo figo roxo acenava e me seduzia com um futuro maravilhoso. Um figo significava um marido e um lar feliz com filhos, outro era uma poetiza famosa, outro uma professora, outro era Esther Greenwood, a surpreendente editora, outro era a Europa, a África e a América do Sul, outro Constantin e Sócrates e Átila, um bando de amantes com nomes esquisitos e profissões originais, outro ainda era uma campeã olímpica, e acima de todos esses figos havia muitos outros que eu não conseguia entender. Vi-me sentada sob essa figueira, morrendo de fome, só porque não conseguia decidir qual figo escolheria. Queria-os todos, e escolher um siginificava perder o resto. Incapaz de me decidir, os figos começavam a murchar e apodrecer, e um a um caiam no chão a meus pés."

Da minha autora, do meu livro favorito, da minha redoma de vidro.