quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

os mesmos anseios

Eu queria que apenas uma vez você se pusesse em meu lugar e notasse o quanto tudo isso tem sido complicado e desgastante para mim. Essa espera infinda e essa esperança de que seja real. Ando tão cansada do sonho e ainda assim a única coisa que sei é sonhar. Esperar você abrir a porta ou uma ligação avisando que está chegando em casa. Por mais que saiba o quanto isso é utópico e o quanto essa euforia gerada ao pensar que é, mesmo que de longe, algo possível, é um prazer masoquista. Mas nós ainda não estamos mortos e enquanto vivermos no mesmo mundo ainda espero que a gente possa se encontrar, por vontade ou por destino, por um pouco de cada ou um bocado dos dois. Talvez meu erro seja acreditar que vivemos no mesmo mundo, porque não tenho idéia do que se passa dentro do seu próprio e restrito universo, temo que as suas palavras sejam ditas da boca pra fora, que não haja equivalência na sinceridade utilizada entre nós, que eu esteja mais perdida do que acredito estar e que tudo que você me jura seja por um envolvimento do corpo, não da alma. Peço perdão à minha racionalidade por isso, mas eu perdi a minha ciência ao te encontrar. E por mais que eu pareça sempre tão cética e desligada, não duvide que estou na sua de uma forma inteiramente nova e única, eu sou sua e estou disposta a encarar seja o que for pra transformar todo nosso conto de fadas numa história verdadeira. Tão verdadeira quanto esse afeto que eu estou guardando há tanto pra te dar. Na sala, o relógio continua a correr enquanto eu vejo o quarto girar vagarosamente ao meu redor. Como se eu estivesse completamente entorpecida por uma droga nova, talvez letal, mas extremamente viciante. E o pior de tudo é que meus devaneios fizeram com que eu me perdesse completamente dentro do que é você e do que eu imagino que você seja, do que eu criei a partir de você. Desculpa. Eu lhe modifiquei e temo também que você me desaponte, que eu me desaponte, se não conseguir fazer com que tu correspondas às minhas expectativas supervalorizadas acerca do nosso suposto amor. Tem que ser real, tem que ser verdadeiro, isso tem que existir. Eu não suportaria a dor de ter que ver meus sonhos descerem pelo ralo da pia junto com um copo de bebida qualquer que eu derrame quando não agüentar mais álcool no meu corpo. Porém confesso que às vezes gosto desse mistério, por mais que me torture e por mais que eu te deseje a cada minuto dos meus dias. Preciso de te ter, dos teus braços, dos teus beijos e até das tuas piadas sem graça. De acordar pela manhã e saber que vou te ter por perto, por mais que tu não estejas deitado ali comigo. É loucura. Eu tenho ampliado minha insanidade numa velocidade assustadora, mas eu vou esperar quanto tempo for necessário pra me certificar de que você virá e de que o roteiro de filme que eu tenho na mente possui todo um embasamento em algo que eu vivi. Que eu não vejo a hora de começar a viver.  

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ah, quando o carnaval chegar.

Todos os meus fins de ano são iguais. Aquela vontade de que isso acabe logo e que essa má fase passe depois de eu pular as sete ondas. Nunca serviu, na realidade. Nem as ondas, nem as sementes de uvas guardadas, nem outro meio milhão de simpatias, eu sempre termino o que um dia foi o “ano novo” com aquela sensação de dever não cumprido. De uma época ruim, de uma espécie de persistência dessa má fase duradoura, mas que não deixa de ser apenas uma fase. Tentar se enganar é algo verdadeiramente constrangedor. Só não mais do que esses meus risos tortos e falsos, que minha vida torta e falsa. Tão superficial. Sempre forçando uma ilusão de que vai dar certo, de que vai mudar. Nem sequer conseguindo acreditar na mudança, sem saber o que deveria mudar. Acreditei que dessa vez ia ser diferente, estava dando certo. Este deveria ter sido o meu ano. Quem sabe o champanhe foi pouco, ou o branco do vestido não tinha o tom ideal. O pior de tudo é que eu ainda não acredito que eu consegui estragar tudo, que dei o meu jeitinho de as coisas se bagunçarem de novo. Desisto. Estou entregue ao destino. Analisando bem acho que as coisas ocorreram da melhor forma que poderiam ocorrer, o destino esteve ao meu lado. Eu pude ser tudo que um dia eu quis ser e ao mesmo tempo pude confirmar a pequenez das minhas ambições, tanto lutei pra chegar onde cheguei e agora vejo que isso não é nada, que o que eu sou não é nada. Lembrei agora da música do Los Hermanos que fala o seguinte: “O que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição.” E BINGO! É exatamente isso. Só não sei bem se aceito a condição. Algumas coisas são trágicas demais para serem assim, simplesmente aceitas. Eu não sou masoquista, não dá para aceita a condição e ponto. Eu fiz essa escolha faz tempo, na realidade, mas não quero aceitar apenas. É demais para mim, não quero carregar ainda mais este outro peso, o da culpa pelo que eu sou. E acredite, meu caro, o que eu sou é a coisa que eu mais amo e odeio simultaneamente nesse nundo. Meu ego me traiu.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Pensei que era liberdade,


 Mas na verdade eram as grades da prisão. 

Era só solidão.

e dou risada do grande amor

Tinha cá pra mim que agora, sim, eu vivia enfim o grande amor. Mentira. Me atirei assim, de trampolim, fui até o fim um amador. Passava um verão à água e pão, dava o meu quinhão pro grande amor. Mentira. Eu botava a mão no fogo então, com meu coração de fiador. 
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito, exijo respeito, não sou mais um sonhador. Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor e dou risada do grande amor. Mentira.
Fui muito fiel, comprei anel, botei no papel o grande amor. Mentira. Reservei hotel, sarapatel e lua de mel em Salvador. Fui rezar na Sé pra São José que eu levava fé no grande amor. Mentira. Fiz promessa até pra Oxumaré de subir a pé o Redentor...
Mentira.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Remot Controll

Raiva. Uma só palavra que expressa facilmente diversas reações ruins e espantosas do meu corpo e da minha mente à situação atual. Resume bem. Não é preciso de muito para notar que uma das coisas que eu mais admiro numa pessoa é a responsabilidade. E talvez pelo fato de eu ser indiscutivelmente responsável, recrimino e não suporto quem vai contra esse valor. Valor que na minha simplória opinião é indispensável e inestimável. Tento, mas realmente não consigo lidar com gente irresponsável, ou pelo menos não consigo manter meus nervos no lugar diante de atitudes impensadas e inconseqüentes de quem convive comigo. Não esquecendo de ressaltar que eu sou extremamente calma e bem controlada, felizmente. Todavia, essa é uma das brechas da minha armadura, eu perco o bom senso e me estresso mesmo, de verdade. No momento atual minha cabeça está uma pilha de nervos e sei que não há calmante nem analgésico nesse mundo que amenize o palpitar da minha cabeça. Minhas mãos soam, minha cabeça dói, meu corpo inteiro dói e eu me entrego facilmente à toda essa ira que só me prejudica. Não faz mal. Quer dizer, mal faz, mas nada que eu não possa superar amanhã ao acordar. Só queria me desfazer dessa minha vida cheia de desprazeres e me aventurar em algo inteiramente novo. Ainda está aquém. O que forma uma pessoa não é o que ela é ou aparenta ser, mas sim o que ela almeja. É isso que eu almejo. Sumir. Mudar. Renascer. E não seria nada mal nascer com uma tolerância maior ao externo. Eu sou um lixo mesmo. Pelo menos um ponto positivo: posso ser um lixo e está semi-descontrolada temporariamente, porém continuo possuindo bom senso e senso de responsabilidade. Quem não possuir, sinto muito, mas a única coisa que me resta dizer é que vá para a puta que o pariu, bem longe de mim. Já tenho agonia e desgraça demais na vida para ter que pagar por incompetência alheia. Sem mais. 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Utopia

Estou me sentindo como uma criança boba, só de lembrar você. Não sei bem o que acontece quando a gente está perto um do outro, mas é como se todos os postes da cidade apagassem e o nosso amor irradiasse uma luz tão forte que seria capaz de guiar meus passos mesmo na mais escura das noites. Milhões de vagalumes ao nosso redor e um clima mágico que eu não pensei existir nem em filmes. O que foi diferente? Nada. E tudo. A forma como você me abraçou e segurou a minha mão, a primeira vez que eu vi seu sorriso, seu jeito tímido e misterioso, e os olhos mais lindos e únicos que eu já vi em toda a minha vida. Há uma metade de mim que vive em você, algo que eu te dei e não tem devolução. Um afeto tão forte que não existem palavras que possuam a competência devida para descrever e uma necessidade da sua presença como se fosse algo vital pra mim. Há uma leveza diferente nisso tudo, na vida real os finais nunca são tão felizes, mas eu não consigo imaginar um fim quando o referencial adotado é o “nós”, sei que há uma relação de cumplicidade e interdependência que nem a morte seria capaz de arrancar. Preciso que você fique comigo, que mantenha e valorize esse sentimento tão sublime. Encontrei em você a metade que faltava em mim e agora tudo que eu sou é amor. 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Como é sujo ser alguém

        A dor não é curada pelas lástimas, como diziam os titãs naquela música que eu escutei tantas vezes num disco velho e sem cor que achei sobre a mesinha de cabeceira.E a dor também não curou esses cortes, pelo contrário. Minhas feridas são abertas e se tornam cada vez mais profundas. Essa minha mania horrível de achar que tudo já é tão ruim que não possa ser piorado me decepciona tão intensamente. Não posso ao menos afirmar que não me entendo mais, ou que não me conheço mais, se nunca me conheci ou me entendi de verdade. Talvez eu me conheça e entenda e isso me assuste ou deprima tanto que eu prefira me enganar que nada sei sobre mim. Mas machuca tanto, tanto. Um arrependimento, uma insegurança. Mulheres fortes também choram. Isso eu sei. Isso é certo. Não adianta discutir.
        Queria opiniões mais bem embasadas e fundamentadas que estas ridículas que carrego aqui dentro. Queria parar de acreditar nas coisas, mas quando se está desesperado tudo vira amuleto ou motivo de fé. Mas se a fé me falta? Não só ela, tanto me falta. Como costumo dizer: tenho tudo e nada tenho. O pior de tudo é isso, essa certeza que tenho tudo ao passo que não tenho nada. Eu não consigo ser feliz, eu não me deixo ser feliz. Uma das coisas que mais tenho medo na vida é de ser feliz. Não digo na morte, pois a morte não me assusta: convida.  Um convite singelo, claro e óbvio mas que tenho recusado e não sei o porquê. Pode ser que fosse mais simples, não sei. Sei tão pouco. Melhor calar.

O último raio de sol.

Mais uma da série de velharias que eu disse que havia encontrado, segue abaixo.
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                        Eu não consigo explicar o que se passa em minha cabeça a respeito dele. Não foi amor à primeira vista. Na verdade, não sei bem se o nome disso é amor. Mas é nele que eu penso todos os dias ao acordar e todas as noites antes de dormir. Eu  nunca senti que o conhecia, mas ele me dava um mix de sensações que eu não sei bem se sei explicar. Havia uma mistura de admiração com inveja e repulsa. Eu realmente o repudiava por não perceber que eu precisava dele ali e comigo, que tantas vezes eu precisei de sua companhia e não tive, que tantas noites eu sonhei com um futuro inteiro e nós dois.

Temporada das flores

Boa noite, gente! Pois bem, essa é uma das velharias que eu encontrei no computador por acaso e descobri que nunca tinha posto aqui. Acho que pelo fato de na época meu bom senso estar mais apurado e selecionar um pouco mais que tipo de coisa se deve publicar no blog, haha. Mas é que faz um tempo que não escrevo nada e acho justo colocar alguma coisa cômica pra vocês rirem vez ou outra, não é? :)

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Só há três pontos que eu queria expor antes de falar o que tenho para dizer:
Primeiro: Eu não acredito em “mentiras sinceras”;
Segundo: Verdades revogáveis, para mim, se enquadram no conceito de mentiras;
E terceiro: Acredito que “duvidar” é um dos verbos que só os sábios têm o dom de usufruir.
                Só há três observações que eu gostaria de fazer acerca daquela manhã de sábado:
Primeira: Todo ser humano, por mais frio que seja, gosta de olhar nos olhos do outro quando estes estão a conversar sobre algo de interesse (ou desinteresse, se preferir) mútuo;
Segunda: Naquele dia, seus óculos escuros não permitiram que eu olhasse nos seus.
Terceira: Senti-me frustrada por saber que a pequenez da sua consideração por mim era tamanha, que você nem o direito de adentrar no seu olhar me concebeu.
                Só havia três sensações que eu consegui sentir no momento em que você ouviu tudo que eu tinha para dizer:
Primeira: Repulsa, ao ver sua expressão facial forjada diante de tudo que foi posto, um enojamento imensurável do seu teatrinho mal feito e clichê, e de suas lágrimas forçadas a cair;
Segunda: Medo, ao perceber que, depois de tudo, poderia haver num mundo um coração mais fechado e desprovido de sentimentos que o meu;
Terceira: Tristeza, por ver, claramente, que eu acabei criando um monstro.
                Só houveram três sentimentos vindos de você, que eu pude discernir facilmente durante o tempo que passamos juntos:
Egoísmo: Por achar que podia fazer o que bem entender comigo, que depois era só vir, pedir desculpas, beijar-me e agir como se nada tivesse acontecido. Fazer com que eu me sujeitasse a situações tão indignas de mim apenas para te agradar. Acreditar que dizer “obrigado” após eu cair em todas as suas armadilhas, era realmente a melhor forma de agradecer. Não foi, meu caro. Não é, nem nunca será. Nem comigo, nem com ninguém. O sofrimento alheio não deve merecer um agradecimento, nem tampouco apenas um “desculpe-me”. As pessoas esperam atitudes correspondentes, esperam que recebam algum reconhecimento verdadeiro pelo que fazem, esperam que as outras pessoas sejam humanas, assim como elas. Ninguém tem o direito de ferir o outro e agir como se aquilo fosse normal, como se aquilo fosse bonito. Isso se chama egoísmo, individualismo, egocentrismo e tantos outros “ismos” que eu poderia citar nessa conversa... o nome disso não é amor, não é carinho. Foi disso que eu precisei, e foi isso que você me negou;
Covardia: De não ter coragem de assumir seus erros, nem eu os provando e jogando tudo à sua frente. Insistindo numa mentira que nem ao menos você conseguia acreditar e elevando o tom de voz para tentar fazer com que aquilo tivesse algum significado marcante. Não teve.
Arrependimento: Não do que fez, nem do que falou. Mas de ter subestimado a minha capacidade de raciocínio e, por isso, ter se dado mal.
                Diante de tantas três explicações, eu só posso chegar a um consenso final:
Você foi o meu maior e mais desnecessário erro. Um brinquedo que eu usei até cansar, mas que nunca conseguiu atender às minhas expectativas. Um estorvo, uma caixa velha que não tinha nenhuma utilidade para mim, a não ser guardar lembranças de um passado que eu fiz questão de esquecer antes mesmo de você chegar. Eu tentei amar você, você nunca foi digno do meu amor. Eu tentei que você me amasse, você é incapaz de amar alguém. Ou melhor: você não tem competência nem para fingir amar alguém. Foi uma falha do destino (é sempre melhor culpar o destino em casos como esses) nós termos passados um pela vida do outro. Eu nunca seria um troféu que coubesse direitinho na sua estante e você, jamais, conseguiria preencher esse vazio que eu sinto aqui dentro. Não espero que você seja feliz, a única coisa que te desejo é distância e um alguém tão sujo e sem valor quanto você. Só isso.

Palavra de mulher

Vou voltar . Haja o que houver, eu vou voltar. Já te deixei jurando nunca mais olhar para trás. Palavra de mulher, eu vou voltar. Posso até sair de bar em bar, falar besteira e me enganar. Com qualquer um deitar, a noite inteira eu vou te amar. Vou chegar a qualquer hora ao meu lugar. E se uma outra pretendia um dia te roubar, dispensa essa vadia! Eu vou voltar. Vou subir a nossa escada, a escada, a escada, a escada, Meu amor, eu vou partir de novo e sempre, feito viciada. Eu vou voltar. Pode ser que a nossa história seja mais uma quimera e pode o nosso teto, a Lapa, o Rio desabar. Pode ser que passe o nosso tempo, como qualquer primavera. Espera. Me espera. Eu vou voltar.

domingo, 19 de dezembro de 2010

all you need is love

É, moço. Eu estava pensando ainda agora no quanto é engraçado isso de por vezes eu acreditar que você está aqui. Estava deitada ouvindo aquelas velhas músicas, aquelas músicas que já haviam se tornado quase nossas, e me peguei surpresa sentindo seu corpo do meu lado nessa cama que se tornou tão grande pra mim. E de lembrar que eu a achava pequena antes disso tudo. Fechei os olhos e assim passei uns bons minutos, enquanto aquela ilusão ainda perdurava e eu podia te ter próximo como nos velhos tempos. Pude sentir seu cheiro e a sua respiração quase ofegante no meu pescoço. Esperei a hora que você falaria algo e cortaria aquele silêncio só nosso. Você não falou nada, então virei de lado na intenção de te dar um beijo e acordei para realidade, lembrei que estava sozinha. Tão sozinha quanto um pardal com uma asa quebrada que caiu sobre um telhado qualquer e se sente completamente incapaz de voar ou fazer qualquer outra coisa. E preciso do teu abraço. Mas preciso de uma forma tão desesperadora que às vezes penso que não irei suportar. Suportar toda essa distância, essa saudade, essa ausência, essa solidão. Essa solidão que de tão minha se tornou nossa. Como lembrar você me dói. 

sábado, 18 de dezembro de 2010

Quem está no fogo está para se queimar, então para que chorar?

            Mas eu não estava no fogo e talvez seja por isso que isso aqui dentro dói tanto. Tanto e tão intensamente, que me faz chorar. Essas lágrimas que têm saído como a correnteza forte de um rio ardem quando escoam pelo meu rosto. Um ardor estranho, que eu não sei se vem de dentro ou de fora. Que não consigo discernir se é da acidez da sua composição ou a da acidez dos meus sentimentos e de tudo que pulsa aqui dentro. Eu tento aceitar, esquecer, seguir adiante sem que nada banal faça com que eu fique abatida... Não adianta. Como se minhas vontades já nem importassem mais ou eu nem tivesse vontades. Então vem de novo aquele soco, que me derruba no chão e me faz passar horas abraçada com as minhas pernas, no intuito de amenizar a dor. E você sabe que quando a gente cai, e as pessoas que nós tentamos mostrar o tempo inteiro o quão capazes somos de caminhar sozinhos nos vêem cair, é quando aquilo mais machuca. Quando não conseguimos mais agüentar e desabamos no choro, ficamos à mercê da opinião alheia e nos sentimos como verdadeiros lixos humanos.      Que se vê que depois daquilo, a única saída é tentar recomeçar. Recomeçar é tão difícil para pessoas como eu. Gente que não tinha outro intuito na vida a não ser mostrar que era capaz de caminhar a alguns e cai. Um recomeço exige de mim bem mais do que eu posso oferecer. Mas eu tento. Por mais que eu quebre a cara outra vez. Por mais que eu saiba que não dá para ir adiante, que ainda não me recuperei do soco, nem da queda, eu tento.
            Não. Essa tentativa eu não faço por mim, mas por eles. Eu quero que eles ainda se orgulhem de mim, quando eu andar lindamente e todos me aplaudirem. Contudo, eu só tenho levado sucessivos socos e quedas, incontáveis, os envergonhando. Envergonhando aqueles que acreditaram e depositaram todas as suas fichas em mim. Eu tento, tento todos os dias acertar de algum modo, só que isso foge das minhas mãos, cai feito areia entre os meus dedos e eu não consigo apanhar, deixar tudo lá de novo. Sou incompetente. Triste admitir. Contudo, eu sou incompetente. Desconfio seriamente que essa seja a minha função no mundo: decepcionar os que amo e fazer com que os outros tenham alguma palhaça para os fazerem rir.    E esse texto, que mais deveria ser uma carta e não narra nenhuma novidade, não passa de um pedido desesperado de perdão. Perdão por eu sempre conseguir, de um jeito ou de outro, decepcionar vocês dois, que no fundo são as únicas duas pessoas que importam para mim. Desculpem-me também por eu ser covarde e não dizer-lhes isso cara à cara, é que foge do meu domínio, eu não sei bem o que é.  Eu queria muito. Eu quero muito fazer com que vocês se orgulhem de mim. Que vocês sintam-se bem e felizes por poderem olhar para o que eu sou hoje e ver que foram vocês que construíram isso. Mas vocês não podem. Por mais que digam que sim, não é segredo para ninguém que não. Tudo que eu me tornei foi uma menina problemática, paranóica e que consegue fazer tudo que está certo, se tornar errado, criar tempestades em copo de água e passar dias chorando escondida no banheiro por não ser a filha que vocês pediram a Deus. A culpa não é de vocês. É algo intrínseco à minha pessoa. E de acordo com o andar da carruagem, eu queria que vocês desistissem de mim. Que vissem que eu nunca vou ser a pessoa que eu queria ser, que vocês queriam que eu fosse. Que eu não sei ser carinhosa, amorosa, afável, porque eu não sou isso. Eu não vou conseguir nunca ser a mais bem sucedida ou a pessoa com quem vocês podem contar, porque ultrapassa os meus limites ter competência para tal. Eu daria minha vida pra ser a menininha que vocês idealizaram. Eu daria tudo o que sou, o pouco que sou, para ter a certeza que ao menos por um dia vocês foram dormir de consciência tranqüila e com a sensação de dever cumprido por me verem passar no corredor, apenas. Minhas tentativas mais sinceras e frustradas. Meu amor mais sincero e retribuído. E mais uma vez, perdoem-me por eu ser essa menina suja, eu juro que não foi opcional.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dezembros

Só uma nota para quem lê o blog: Perdoem a minha ausência. É temporário. Ou pelo menos eu espero que seja. Mas então, é que o meu computador queimou e só agora eu tive como prestar alguma satisfação aqui. Não custo a voltar, tenho tido saudades de escrever e de tudo, da minha rotina. Só pra manter sabe lá quem a par das minhas novidades, estou trabalhando e me excluindo ainda mais da sociedade. Do trabalho para a casa, da casa para o trabalho. Até porque sair é para os fracos e ter amigos é coisa de quem não é auto-suficiente. Murilo, estou com saudades e ainda não te perdoei por ter ido embora sem ter se despedido de mim. Só isso, tchau.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

'Sossega, o amor não é para o teu bico.'


     E o pior de tudo isso é saber que vai haver um dia onde você terá a certeza de que todo aquele suposto amor talvez não tenha passado da vontade de amar. Que todos aqueles momentos vividos não terão nenhum significado e que quando vocês se verem na rua, por acaso, talvez façam de conta que não se viram. Ou se vocês se falarem, vai ser aquela coisa morna, aquela falta de alguma coisa, aquele incômodo... Ou uma hipótese ainda pior: vocês vão conversar como bons amigos e verão que um não significa mais absolutamente nada para o outro. Boa sorte.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dois de fevereiro

Era noite. Eu ainda estava deitada na cama desde que acordara e não tinha a mínima noção de que horas eram, só sabia que era noite. Sentia o mundo girar a minha volta e não tinha muito controle dos movimentos corporais, questionei-me um bom pedaço acerca de o que eu tinha feito no sábado e o que eu havia bebido que conseguiu me deixar naquelas condições. Precárias, diga-se de passagem. Não consegui me responder com clareza e decidi então não mais me preocupar com isso, não agora, isso fica pra depois. Pra ser bem sincera, eu não sabia muito bem o que fazer naquele momento, sabia que tinha sede e quis me levantar, faltou força. Força, coragem, vontade e tudo mais que você for capaz de listar por aí. Minha cabeça latejava de uma forma que pensei que não sobreviveria, infelizmente estava engana, sempre estive. Estiquei a mão e procurei um analgésico qualquer na mesinha de cabeceira, nada. Merda! Maldita a hora que levei os remédios para a cozinha. Tive que me levantar. Inicialmente meio trôpega, sai esbarrando nos móveis do quarto e segurei nas paredes do corredor que me levavam até a minha pequena cozinha, proporcional ao meu apartamento velho e surrado, embora muito organizado. Virginiana nata, metódica, até na minha bagunça havia uma espécie de seqüência, de seleção, o que tornava fácil encontrar qualquer coisa ali. Tomei dois analgésicos e um copo grande de água em apenas dois goles, senti a cabeça doer. Deitei no sofá da sala e tive uma vontade absurda de chorar naquela hora, ascendi um cigarro. Apenas dois tragos e o apaguei no cinzeiro. Quis levantar e arrumar a casa, mas reconheci que não era uma boa hora. Ainda trajava aquele mesmo vestido preto da noite anterior... Espera: quando foi aquilo mesmo? Procurei um relógio, havia acabado as pilhas do da sala e praguejei em voz baixa por ter esquecido de trocá-las. Voltei ao quarto e peguei o celular, que estava desligado, pus no carregador e tentei ligar, em vão. Receio que tenha acontecido algo. Procurei aquele outro e último relógio, o que você havia me dado,  que provavelmente estava no guarda-roupas e, bingo, exatamente duas da madrugada. Joguei-me no sofá mais uma vez e decidi que só sairia de lá quando lembrasse exatamente o que aconteceu. Depois de um tempo que não sei se foi longo ou curto, haja vista que deixei o relógio no quarto e não tenho noção de minutos, lembrei que havia saído de casa. Sozinha. Rua a fora nessa cidade sem vida, por becos e vielas à procura de um divertimento, de alguém pra conversar, sei lá do que. Comi uma pizza e tomei duas doses de vodka. Sai de novo, o que me fez lembrar de como é bom não dever satisfações a ninguém além de si mesma e não precisar premeditar as coisas. Lembrei também que nessa hora, depois de sorrir, senti uma vontade enorme de chorar e deixei ainda que duas lágrimas escorressem pelo meu rosto. Após limpá-las, resolvi que era hora de tentar esquecer a série de desventuras que minha vida se tornara e conseguir seguir adiante sendo apenas uma, sem nem um outro para completar. Até porque sou auto-suficiente. Até porque não adianta seguir um relacionamento a dois sozinha. Até porque você nunca foi digno do meu amor. Foi ficando tarde, meu sábado à noite não tinha mais tanta graça como antes e talvez fosse melhor eu voltar pra casa e dormir. Ao voltar, deduzi que talvez fosse melhor para em algum lugar antes e tomar algumas doses. Não duas. Não de vodka. conhaque talvez, estava frio. Assim o fiz, não sei bem que horas cheguei em casa, mas devo ter dormido até duas da tarde, mais ou menos. Quando eu peguei tua fotografia e desejei que tu estivesses ali, tu não estavas. Talvez nunca tenha estado verdadeiramente. Fumei dois cigarros e fui dormir de novo. E foi naquela hora que eu acordei, sabendo apenas que era noite. Não sentia mais sono, um cansaço estranho, não sono. Tentei dormir de novo e não consegui. Fui tomar um banho, estava suja por dentro de por fora. Dois minutos depois de entrar debaixo do chuveiro, senti que chorava e não eram só duas lágrimas, era intenso. Deixei que cada gota de água invadisse o meu corpo e lembrei do banho que Caio Fernando disse que queria tomar por dentro, eu sorri ao ver que sentia o mesmo. Sai dali e peguei o telefone, cheguei a discar seu número, mas não esperei chamar. Não te queria por uma segunda vez, por mais que quisesse. Você não poderia me atender, por mais que quisesse. Sorri também por saber que eu podia ser confusa como era, como sou, e por mais que isso me doesse às vezes, agradeci por ser também orgulhosa e por fingir pra mim mesma que eu não te esperava mais. Ao deitar naquela cama e me cobrir com aquele edredom que ainda cheirava a nós dois, quis ir embora. Pra onde? Não sei. Aquela casa não era um bom lugar pra mim agora. Mas não, eu não podia deixar que sua lembrança mal desejada pudesse tirar de mim até minha casa, meu cais. Talvez daqui a dois dias isso tudo fosse embora, não é? Ou menos até. Duas horas, dois minutos... Então eu adormeci de novo, mesmo sem sono, e tive um sonho tão real, embora tão utópico. Você comigo. Ao acordar na manhã da minha segunda-feira tomei duas xícaras de café bem quente e amargo, forte, da forma que eu me sentia. Passei numa floricultura e comprei duas flores, que deixei no cemitério sobre seu túmulo, antes de ir ao trabalho e tentar conquistar de volta aquela felicidade que eu só sentia quando vivia no plural, antes daqueles dois tiros terem tirado de vez tudo o que eu talvez tivesse. Um amor.

Quero você inteiro e minha metade de volta.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Um atalho

Ou um refúgio? Um medo estranho de mim, uma vontade enorme de encontrar, seja aonde for, uma válvula de escape. É que a questão é justamente essa, de escapar. Tudo o que eu quero me faz mal numa intensidade indescritível, essa minha tristeza só amplia o buraco negro que existe ao meu redor, onde tudo que tenta se aproximar acaba sendo puxado e jamais se aproximará de novo. Confuso, eu sei. Na verdade não sei, não sei se é claro, compreensível, mas não importa. Muita coisa tem deixado de importar pra mim, tão pouca coisa já importou um dia. Terminarei eu sendo um objeto qualquer, ou algum ser desprovido de capacidade de demonstrar e até sentir algo? Não sei. Vou buscar o atalho mais rápido pra fugir de mim, de você, da vida. Não aguento mais.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Paralelamente



                Eu me escondo de você. Por amor. Por não querer te assustar e fazer você pensar que talvez seja melhor deixar isso de lado. Não deixe. Não me deixe. Não é minha culpa. Eu apenas não consigo controlar minha pequenez e meus sentimentos de menina perante sua grandeza e atitudes de herói. Você me salvou. Foi a única coisa no mundo que me deu uma razão para  continuar vivendo, você, nós, nosso amor. Acho que nem posso resumir isso tudo a uma razão, mas sim a todas as razões possíveis e que alguém precisa pra continuar vivendo e amando viver. Como me sinto completa contigo. Qualquer dia ainda te peço pra me passar o segrego, essa fórmula mágica que só você possui, de conseguir arrancar sorrisos e suspiros meus e encher minha mente e o meu coração de uma coisa tão boa e tão poderosa na intensidade que só você consegue. Mas confesso que já é hora, que eu não posso mais me camuflar de figurante quando na verdade sou também protagonista disso tudo. Meu Deus, como é bom sentir isso. Tudo aquilo que eu achava que só existia em filme e agora transforma meus dias numa obra cinematográfica, o melhor romance de todos os tempos. Há uma leveza estranha, às vezes até um medo de que não passe de um sonho. Eu não pensei que fosse possível gostar de alguém com toda essa intensidade. Não pensei que qualquer lugar pudesse se tornar o melhor lugar do mundo. Eu não pensei também que eu pudesse ver alguém em cada detalhe de uma casa e eu vejo, eu te vejo. Em tudo. Eu já troquei todo o meu dicionário. Eis que agora quase todas as palavras são sinônimas. Amor, amizade, companheirismo, afeto, alegria, bem estar, tranqüilidade, paz, convicção, carinho, desejo, encantamento, felicidade, você. Exatamente por isso afirmo que não estou me sentindo justa com a gente. Preciso me mostrar. Você deve me conhecer na essência, saber de tudo o que sou capaz, de tudo que anseio, que espero. Vou me desfazer dessa capa de menina perfeita o quanto antes, só preciso da certeza de que você não vai se assustar comigo, nem deixar de me amar. Só quero a certeza de que você vai gostar de cada um dos meus defeitos do mesmo modo que eu sou apaixonada pelos seus. Só quero mais teus braços, mais teus abraços, mais teus beijos, mais teu amor. Uma dose bem forte de nós. Você bem perto de mim. E a gente nesse ciclo perfeitamente interminável, sem essa saudade transbordando pelos olhos. Quero diminuir essa distância a proporções tão pequenas que se tornem imperceptíveis. Quero seu rosto colado no meu e nossos passos caminhando juntos a um mesmo destino.

domingo, 21 de novembro de 2010

Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto




"Não é porque eu sei que ele não virá que eu não vejo a porta já se abrindo."


sábado, 20 de novembro de 2010

Indignação.

Estava eu a visualisar humildemente a minha caixa de entrada, quando me deparo com um e-mail intitulado de "Ignorantes!". Não sei se por falta do que fazer ou por curiosidade, decidi abri-lo antes de apagar. O conteúdo tratava-se de diversos "flagras" feitos em alguns sites da internet (no caso, facebook e twitter) xenófobos, referentes ao Nordeste. Segue o print:






























Primeiramente, gostaria de me identificar como uma brasileira, nordestina, paraibana e DO INTERIOR. Nasci e passei a maior parte da minha vida na cidade de Pombal, sertão paraibano, com pouco mais de 30 mil habitantes e com um nível de desenvolvimento baixo. Recentemente, devido aos estudos, passo a maior parte dos meus dias em outra pequena cidade aqui perto, Sousa, pouca coisa maior que Pombal. Nunca tive vergonha de ser de onde sou, pelo contrário. A cultura do meu estado e das cidades onde morei é de uma riqueza incomparável. 

Tenho esse blog como a única forma de me expressar publicamente e quero utilizar disso pra retratar o tamanho da minha indignação perante a pequenez desses seres. Há tanto para ser falado, que confesso estar meio perdida em como começar, mas enfim... Antes a defesa:

@mayarapetruso devia saber que sem os nordestinos que migraram para sua tão amada São Paulo, a cidade não funcionaria. Sim, era muito bem feito, e eu realmente AMARIA ver todos os meus conterrâneos voltar para cá. Além de que teria a certeza de que a grande São Paulo pararia por não conseguir seguir adiante sem todas as babás, os pedreiros, empregadas domésticas e todas mais profissões de grande valor que são desvalorizadas por alguns. Pessoas menos favorecidas economicamente, que têm a ilusão de que o Sudeste é a solução para todos os problemas, e não é. Observa-se isso pela quantidade de gente que volta de lá transtornada e arrependida de ter saído da terra Natal. Nordestino não é gente? Lógico, querida, sua conceituação de GENTE é equivalente à minha de GENTINHA. E o que seria GENTINHA pra mim? Pessoas ignorantes, burras e vergonhosas como você. Não possuidoras de um pensamento crítico e bitoladas por ideais preconceituosos e idiotas. Se alguém tem que ter pena de alguém nessa história, esse alguém são os nordestinos, posso te assegurar.
... Quanto à "bolsa 171", sou contra esse tipo de campanha afirmativa e condeno o governo por esse comportamento, mas gostaria de lembrar-lhe que o Nordeste também paga impostos e que o programa é para o Brasil como um todo. Sem mais.

@Dannymiguxas. O que esperar de uma pessoa que se auto-titulou "Dannymiguxas"? Acho que é melhor poupar caracteres para os proximos.

@vgiovanna O que não deveria existir é gente com uma capacidade mental reduzida como a sua, que aposto não conhecer sequer o significado da palavra ignorância e ser um exemplo vivo desta.

@kevenpancho Jogar a culpa nos outros é algo fácil, não é? Difícil é ter decência para assumi-la e não covardia para se esconder atrás da bandeira de um Estado.

@Pedrocamarguito nem sequer possui noção gramatical, então evito maiores comentários.

@renatamol eu não custo a entrar em luto, acho que o Brasil inteiro deveria entrar junto comigo, por saber que aqui existe gente com uma mente tão fechada e tão sem bom senso. Realmente é uma pena.

@fabiocampa Sabe o que significa escória? Ou achou a palavra bonita quando viu em algum outro twitter desprovido de qualquer força intelectual?

@iuri_95 Nos acusou de sermos analfabetos e de possuirmos a cabeça chata... tsc, tsc, tsc. É isso que dá as mães deixarem os filhos soltos na internet como hoje em dia, as crianças não têm conhecimento necessário para sequer raciocinar e dá nisso, vão falar besteira em site de relacionamento. Eu poderia ignorar esse comentário, mas não. Esse é digno: Foi da minha pequena e pacata cidade do interior paraibano que saiu o maior economista brasileiro, Celso Monteiro Furtado. Numa cidadezinha aqui ao lado, Aparecida, pouco mais de 7 mil habitantes, há um concurso de poesias conhecido internacionalmente e conceituado como um dos melhores. Evito falar sobre os outros tantos gênios que sairam do meu Estado, como Ariano Suassuna, Hebert Viana, Zé e Elba Ramalho, pois você provavelmente nunca ouviu falar deles. Ocupa sua mente com Justin Bieber e Lady Gaga, aposto, porque isso sim é cultura! Porque isso sim é mostrar ser uma pessoa descolada e moderna, não é? Segue em frente, querido. Vou torcer pra que você consiga desenvolver seu psicológico e aprenda ao menos a separar o vocativo da oração por vírgula, ok?

@rachelmorelli não sabe usar pontuação e chama os nordestinos de antas. rs

@joelhob implicou tanto com o ORGULHO de ser Nordestino que senti até uma ponta de inveja.

@luquinh4x "twittou" recentemente o seguinte: "Regra são regras... Se não tivermos regras, somos apenas selvagens !" Sinto-me tentada a dizer o seguinte: que devia haver um plural na primeira "regra" citada, e que ele devia começar a respeitar as gramaticais antes de escrever qualquer coisa, rs. E que pra ser selvagem, não só é preciso descumprir regras, mas ter pensamentos pequenos como os dele próprio. De julgar uma determinada pessoa por a região em que vive. E digo mais: de julgar uma região que com certeza desconhece. Nenhuma ANTA SUDESTINA pode negar a beleza das nossas praias e o privilégio que é viver nessa terra LINDA, de pessoas SIMPLES, que conhecem o verdadeiro VALOR do verbo viver. Que têm um céu bonito pra olhar, e não possuem um ar sombrio e cinzento cobrindo suas cidades.

@_mahromano EU ME ORGULHO. E não, não vou me matar.

@guibianchi_ Diz que nordeste é igual a atraso... Peço agora que conceitue evolução.

@fabiocampa Seria um prazer nos desfazer de pessoas como você, separar nossas áreas. Mas conheço muita gente legal que tem o desprazer de ser conterrâneo seu e não merece isso. E o "isso" que eu me refiro, é de ficar preso a imbecis da sua espécie.

@purityart é mais um revoltado sem noção gramatical e sem bom senso.

@Toccafondo: só avisar que "cu" não é acentuado, ok? hihi

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Analisando o nível intelectual dos donos das afirmações, creio que já se pode analisar com mais realidade quem são as antas, os idiotas, o atraso e a vergonha brasileria! Sim, VOCÊS SIM SÃO A ESCÓRIA DA HUMANIDADE. E finalizo com uma frase do Ariano: "Não troco meu 'oxente' pelo 'ok' de ninguém!"

A todos, um bom fim de semana.





quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Alone

From childhood's hour I have not been
As others were; I have not seen
As others saw; I could not bring
My passions from a common spring.
From the same source I have not taken
My sorrow; I could not awaken
My heart to joy at the same tone;
And all I loved, I loved alone.
Then- in my childhood, in the dawn
Of a most stormy life- was drawn
From every depth of good and ill
The mystery which binds me still:
From the torrent, or the fountain,
From the red cliff of the mountain,
From the sun that round me rolled
In its autumn tint of gold,
From the lightning in the sky
As it passed me flying by,
From the thunder and the storm,
And the cloud that took the form
(When the rest of Heaven was blue)
Of a demon in my view.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sign. Sometime's all we need.

As vezes o mundo fica muito grande pra mim.

É justamente isso de eu não saber o que devo falar, ou como devo falar, quando estou falando com você que me intriga. Essa repetição, entende? Isso de poucas palavras serem capazes de chegar ao ponto que eu quero chegar. De nada adianta essa certeza de que é fugir da minha sanidade me entregar de vez a este relacionamento estranho e bizarri em que a gente vive. Não sei se o pior é saber que é insensato, ou de achar ainda mais interessante por ser insensato. Você me assusta. Assusta, encanta, fascina e faz com que eu me sinta cada vez mais presa às suas surpresas e necessitada da sua presença. Ah, sua presença, que falta que ela me faz. E olha que eu falando assim até parece que eu te tive algum dia, muitos dias, quem sabe. Mas eu preciso. Um abraço seu, um beijo seu, olhar o teu rosto horas a fio sem dar por conta e depois ficar rindo da minha cara de idiota apaixonada que não consegue tirar os olhos do ser adorado, haha. Sabe que acho que isso soa engraçado? Justamente isso de eu, que nunca gosto ninguém, gostar tanto de você e da situação ser exatamente essa que é. Se é que é, não duvido que você seja fruto da minha imaginação. E me perturba saber que as pessoas não me levam a sério, não nos levam a sério. E passo noites inteiras acordada pensando se você acredita na gente, como eu acredito, sabe? Se você acredita que sim, isso pode e vai ser um amor pra vida inteira e que a gente se encaixa perfeitamente e que não haverá defeito nenhum onde nós estaremos juntos e que tudo é perfeito com você. E você tem que ser meu. E são tantos "es", tantos acréscimos, que eu fico a me questionar sobre como alguém pode me ACRESCENTAR como você acrescenta. Como você faz de uma frase tola parecer a mais bela declaração de amor. Choro. Muito. Na verdade não sei por que. Às vezes penso que é de vontade de que você estivesse aqui e de que nós não tivemos nascido tão longe um do outro, outras vezes penso que é de saudade, na maioria dos casos é por medo de não te ter nunca e de nunca poder por em prática cada um dos planos que eu já fiz pra nós dois. Sinto-me uma criança inocente e iludida dizendo isso, mas é real. É a minha realidade. Tenho um milhão e meio de lembranças do que nunca aconteceu na minha mente e gostaria muito de poder compartilhar todas estas com você, além de aumentar outro milhão a esse número. Eu amo você da forma mais bonita, pura, calma e clara que uma pessoa pode amar outra. You must be mine. You already are mine. Não seja só fantasia, te peço. Exista. Exista e não mude. Eu não conseguiria suportar uma mudança tua. Não me esqueça e permita que eu seja pra você o que você é pra mim, é só o que eu te peço. Dê tempo a nós dois. Dê tempo ao nosso amor. Durma bem.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Uma nota sobre a saudade

                Porque justamente quando que eu liguei o computador pra falar sobre saudade, a essa hora da madrugada, eu recebi uma mensagem transbordante de carinho e afeto que me arrancou um sorriso do rosto e um aperto no coração. Talvez por isso eu me questione a respeito do que a saudade seria, senão uma falta enorme de um alguém que esteve presente um dia e agora não está mais. Também questiono como algo assim pode ferir tanto a gente e nos fazer sentir como se fôssemos desabar num choro imenso a qualquer momento. Outro ponto a ser ressaltado, diante à pessoa digna disso que eu sinto agora, é como algumas horas ao lado de alguém, com tão poucas palavras trocadas e com um tempo sem se ver tão superior ao que estivemos juntas, pode ter se tornado tão importante para mim. E por mais que isso doa, é tão bonito de se ver, de se viver. Tanto que esse texto mais tem que parecer com um agradecimento por não ter saído da minha vida e por manter essa telepatia que existe entre a gente sempre ativa como agora. Vou fazer de tudo e mais um pouco para que nós nos vejamos em breve, até porque 370 km não são nada quando posto em pauta o significado que você tem pra mim. Sua amizade é fundamental e perdoe-me por eu ser assim, esquisita e ausente, mas saiba que isso não diminui em nada o quanto gosto de você. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Parece que o amor chegou aí...


Eu não estava lá, mas eu vi.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Reflections of a Skyline

“E eu quero brincar de esconde-esconde, te emprestar minhas roupas, dizer que amo seus sapatos, sentar na escada enquanto você toma banho, e massagear seu pescoço. E beijar seu rosto, segurar sua mão e sair para andar. Não ligar quando você comer minha comida, e te encontrar numa lanchonete p’ra falar sobre o dia. Falar sobre o seu dia e rir da sua, sua paranóia. E te dar fitas que você não ouve, ver filmes ótimos, ver filmes horríveis. E te contar sobre o programa de TV que assisti na noite anterior e não rir das suas piadas. Te querer pela manhã, mas deixar você dormir mais um pouco. Te dizer o quanto adoro seus olhos, seus lábios, seu pescoço, seus peitos, sua bunda. Sentar na escada, fumando, até seus vizinhos chegarem em casa, sentar na escada, fumando, até você chegar em casa. Me preocupar quando você está atrasado, e me surpreender quando você chega cedo. E te dar girassóis e ir à sua festa e dançar. Me arrepender quando estou errado e feliz quando você me perdoa. Olhar suas fotos e querer ter te conhecido desde sempre. Ouvir sua voz no meu ouvido, sentir sua pele na minha pele, e ficar assustada quando você se irrita. Eu digo que você está linda, e te abraçar quando você estiver aflita, e te apoiar quando você estiver magoada, te querer quando te cheiro, e te irritar quando te toco e choramingar quando estou ao seu lado. E choramingar quando não estou. Debruçar-me no seu peito, te sufocar de noite e sentir frio quando você puxa o cobertor e sentir calor quando você não puxa. Me derreter quando você sorri, me desarmar quando você ri. Mas não entender como você pode achar que estou rejeitando você quando eu não estou te rejeitando, e pensar como você pôde pensar que eu te rejeitaria. E me perguntar quem você é, mas te aceitar do mesmo jeito. E te contar sobre o “tree angel”, “o menino da floresta encantada” que voou todo o oceano porque ele te amava. Comprar presentes que você não quer e devolvê-los denovo. E te pedir em casamento, e você dizer “não” denovo mas continuar pedindo, porque embora você ache que não era de verdade mas sempre foi sério, desde a primeira vez que pedi. Ando pela cidade pensando. É vazio sem você mas eu quero o que você quiser e penso. Estou me perdendo, mas vou contar o pior de mim e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso. Responder suas perguntas quando prefiro não responder, e dizer a verdade mesmo que eu não queira, e tentar ser honesto porque sei que você prefere. E achar que tudo acabou, espera só mais dez minutos antes de me tirar da sua vida. Esquecer quem eu sou e me deixar tentar chegar mais perto de você. E de alguma forma, de alguma forma, de alguma forma compartilhar um pouco do irresistível, imortal, poderoso, incondicional, envolvente, enriquecedor, agregador, atual, infinito amor que eu tenho por você.”

sábado, 30 de outubro de 2010

Stand by me, nobody knows the way it's gonna be.

- Você foi a melhor coisa que me aconteceu na vida.
- E mesmo assim você vai embora?
- O melhor nem sempre é o bastante.
- Devia ser.
- Eu queria passar o resto dos meus dias com você.
- Por que não passa?
- Porque eu não posso, tente me entender.
- Espere meu momento.
- Eu não posso mais esperar.
- Eu não posso ir com você.
- Adeus.

My heart will never be your home.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fotos na estante


Sem mais nem menos. Sem remédio, sem desculpa. Em horas tortas, horas tímidas, ocultas. Pelas esquinas de olhares indiscretos o nosso amor, amor claro de objeto, sem dor ou crime, amor simples e direto. Entre os pássaros de barro descansando nas estantes. Pelas costas amarelas dessas fotos insinceras, descobri lindas mentiras, tão terríveis quanto belas. Digo o que fazer então, são memórias tão reais do que nunca aconteceu. Desenhei miragens tolas nas margens do seu deserto, e uma verdade impossível só pra ter você por perto. Sem dor ou crime, amor simples e direto, entre os pássaros de barro descansando nas estantes, pelas esquinas ee olhares indiscretos: O nosso amor quebrou feito objeto. Digo o que fazer então, são memórias tão reais do que nunca aconteceu. Desenhei miragens tolas nas margens do seu deserto, e uma verdade impossível só pra ter você por perto.


domingo, 24 de outubro de 2010

Clichê é vida.

Porque falar sobre si mesmo, além de idiota, virou clichê. De qualquer modo, consta abaixo as considerações prévias sobre uma menina que não foge da definição que eu dei para falar sobre si próprio. Há. Até mais.
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Uma das pessoas mais esquisitas que eu conheço. Durmo às cinco da manhã e acordo ao meio dia, estudo durante a tarde, assisto aula à noite e passo a madrugada ocupando a cabeça com qualquer besteira. Tenho um senso de humor mais estranho que os meus horários: quanto mais triste eu estiver, mais eu vou sorrir, e quanto mais feliz eu estiver, mais eu vou chorar. Falando em chorar, é algo que eu só faço por coisas banais, não costumo derramar lágrimas por nada sério. Minha conceituação do que é sério também é singular. Mas deixa isso de lado. Meu comportamento? Eu tenho semi-fobia social, ou algo do gênero. Tenho muita dificuldade em falar onde há muita gente me ouvindo e fico vermelha muito fácil. Contudo, faço de tudo para parecer o menos tímida possível, e uso de pequenos comentários nesses casos, só para não ficar calada mesmo. Quando já há um contato maior entre eu e os demais, eu não calo um minuto, tiro o desconto de tudo que deixo de falar em outras ocasiões, fato. Sou desastrada e não tenho coordenação corporal. Isso basta. Gosto de ler, ver filmes, criticar e me juntar com amigos para conversar dos assuntos mais banais aos mais interessantes. Sou completamente apaixonada por música. Acho a cultura da minha região riquíssima e que vale muito a pena ser explorada e/ou analisada. Ah, como uma boa virginiana, eu sempre analiso tudo. Geralmente sou uma pessoa bem controlada, paciente e bem-humorada. Nunca abuse disso, tenho também um lado meio bipolar e posso ser um estresse de vez em quando. Take it easy, não costumo descontar meus estresses nos outros. Não demonstro sentimentos com facilidade e uma amiga costuma dizer que no lugar de um coração eu tenho uma gramática, não duvido que ela esteja certa. No mais, um dia eu mudo...